Mitologia do FaeVerso: Os portões para Munnaeris

Os portões para Munnaeris

Por toda a região oeste de Gaia, existem portões que conectam-se ao mundo de Munnaeris – um dos mundos irmãos de Gaia.

Onde os portões residem, os mundos se mesclam. Muitos dos portões estão ocultos, ou são protegidos pelas muralhas de cidades, mas outros permitem a passagem de qualquer um que desejar.

Enquanto Munnaeris possui materiais extremamente valiosos e raros, é também um mundo traiçoeiro, repleto de ameaças e locais inabitáveis, os quais a maioria das pessoas preferiria evitar. Ainda assim, existem várias cidades poderosas, e um povo orgulhoso nelas vivem. Construtores, artesãos, fazendeiros, guerreiros. Como ferro na forja, um povo temperado pelo rigor do mundo.

Os continentes ocidentais de Gaia são por vezes confundidos como sendo Munnaeris pelos estrangeiros, pelo fato de que a maior parte dos portões existem apenas lá, mas cada um dos continentes possui seu próprio nome – Atlantis sendo um deles.

A origem dos portões foi perdida através das eras. Criado a partir de um material indestrutível, e esculpido com runas runas anciãs desconhecidas pelos povos. Apenas quando submergido na água, ou enterrado na terra, um portão perderá sua funcionalidade, até ser recuperado. Apesar de existirem outros portões, semelhantes a estes, que levam a outros mundos, nenhum deles é tão numeroso quanto os que levam para Munnaeris. Alguns mundos possuem um único portão em Gaia, o qual é por muitas vezes oculto ou selado propositalmente.

Munnaeris é uma terra intrinsecamente conectada à lua. Mágica, sua lua produz sua própria luz no mundo de Munnaeris. Assim, é raro existirem noites completamente negras por lá.

Para muitos, a luz do luar é favorecida no lugar da luz do dia. Não apenas seu povo, mas a flora, e sua fauna, são adaptadas para sobreviverem com mais facilidade sob a luz de sua lua. Quando o sol está no seu lugar mais alto, é quando a população daquele mundo está em seu mais profundo descanso.

Alguns dizem que foi em Munnaeris onde o último império mundano deu início, e apenas mais tarde instalou-se em Atlantis.

Após a Calamidade, a maior parte dos portões de Gaia para Munnaeris foram perdidos no fundo do oceano. Os poucos portões que sobraram são acessíveis apenas a um grande custo, ou correndo grande perigo.

O texto original em inglês é de autoria de Brian Kramer, da Subsoap.
Interessados na mitologia podem se inscrever no boletim: Subsoap Newsletter.

Mitologia do FaeVerso: A formação do Véu

A formação do Véu

Em um passado distante, após a insistência dos ascensos, os profetas arriscaram vasculhar o tear em busca por alguma maneira de impedir o chamado da perdição.

O que encontraram, como o único caminho, significaria o fim permanente da vida de muitos, mas era a única maneira.

Nos mundos centrais, planos de evacuação foram iniciados. O forte povo daquela era há muito esquecida, de todas as tribos, todas suas magias foram direcionados para os portais criados pelos profetas.

Eles podiam ver os profetas, observando-os do alto. Um mar de pessoas inundando a névoa. Dançando, entoando, cantando enquanto deixavam seus lares para sempre.

Achando que este não era o fim. Que retornariam quando possível. Mas eram apenas mentiras. Os profetas não tinham certeza.

Eles sabiam apenas que o tear cantou a música até um certo ponto, então não havia nada.

Todos os caminhos levavam ao caso, e sem este sacrifício era certo que o FaeVerso chegaria ao seu fim definitivo.

E assim, incontáveis pessoas foram passando, deixando para trás seus sonhos, e tornaram-se dormentes dentro Véu, suas almas servindo como a barreira perfeita.

Ninguém dos outros mundos sabia de seu sacrifício. Apenas que o chamado da perdição, finalmente, silenciara, por um tempo.

O texto original em inglês é de autoria de Brian Kramer, da Subsoap.
Interessados na mitologia podem se inscrever no boletim: Subsoap Newsletter.

Mitologia do FaeVerso: Construtos de Alme

Construtos de Alme

Os almes são seres fabricados, normalmente na verossimilhança de outras raças, como os Aedes ou os Vens. Eles são imbuídos com a essência vibrante de almas passageiras através de um método artificial de reincarnação.

Todo o processo de criação de um alme é guardado a sete chaves, mas, do pouco que se sabe, o processo inicia-se com a criação de um receptáculo, um feitiço de orientação é lançado e, finalmente, uma alma errante, ou fragmentos de uma alma perdida, devem entrar no receptáculo de boa vontade para tomar seu controle. Uma vez em controle, um novo alme é formado.

Alguns consideram os almes como criaturas inferiores, mas alguns deles são seres anciões, alguns dos seres mais poderosos do mundo.

O último império mundano criou um tipo diferente de alme, imbuído com a essência dos elementais – cinzas, e assim não eram capazes do livre arbítrio. Após a Calamidade, todos esses almes perderam a ligação prendia seu poder, e assim foram esvaziados. Com o tempo, sem orientação, esses receptáculos expirantes coletaram fragmentos de almas, e muitos tornaram-se novos almes – perdidos e confusos, mas com o enorme poder dos receptáculos do império.

Em raras ocasiões, crianças dotadas de poder mágico tornam seus brinquedos em almes. Casos documentados evidenciam que a possessão por um espírito que conhecia a arte de criar almes é provavelmente necessária.

Para a grande maioria dos novos almes, suas almas não lembram-se de sua vida passada, por causa de sua origem – elas podem ter perambulado pelos mundos como almas perdidas por éons, com suas memórias para sempre perdidas na névoa do tempo. Entretanto, em algumas situações, quando uma alma é rasgada de seu corpo, ela pode encontrar um receptáculo vazio rapidamente, e assim possuir conhecimento completo de seu passado recente.

Devido ao fato que qualquer tipo de alma pode tomar o controle de um receptáculo em espera, muitos artesãos estão sempre de vigia, prontos para destruir o alme recém-criado caso este possua algum traço indesejado. Das pessoas que possuem conhecimento sobre os almes, muitos estarão de prontidão para sabotar receptáculos vazios devido ao perigo que representam.

A maior parte dos almes não necessita de comida, bebida, sono ou coisas que outras raças precisam, mas alguns almes precisam de algumas coisas, como manter o material do qual são feitos em perfeita ordem.

Cada alme possui um “coração” ao qual sua alma está conectada. Uma alma conectada não pode abandonar por vontade própria, e um alme só morrerá quando seu coração for destruído. Caso seu coração seja destruído, sua alma se comportará como uma alma mortal qualquer quando seu corpo morre.

O texto original em inglês é de autoria de Brian Kramer, da Subsoap.
Interessados na mitologia podem se inscrever no boletim: Subsoap Newsletter.

Mitologia do FaeVerso: Cristais de poder

Cristais de poder

No FaeVerso, a magia deriva, e eventualmente acumula-se em alguns pontos, que com o passar do tempo se condensa, tornando-se uma essência mágica cristalizada.

Cristais formados naturalmente são raros de serem encontrados, apesar de concentrações deste material ser encontrado próximo ao habitat de criaturas mágicas.

Seres com acesso ao poder dos cristais podem utilizar magias mesmo sem possuir uma natureza mágica, ou acordar poderes antes dormentes.

O poder de um cristal é limitado. Após um fragmento ser utilizando, ele estilhaça em uma nuvem de fumaça.

Existem vários tipos de cristais catalogados. Radiantes, latentes e adamantino são algumas variantes existentes.

Alguns tipos de cristais podem alterar seu usuário permanentemente, de maneiras positivas, ou negativas.

Durante o domínio do último império mundano, no reino de Atlantis, cristais produzidos através da síntese tornaram-se uma verdadeira arte. Através desta fonte de poder, o império conquistou todas as terras de Gaia.

Cada cidadão do império possuía uma quantidade de cristais, o que dava a eles um poder considerável.

Após a Calamidade, a arte dos cristais foi considerada perdida, já que nenhum artesão de cristais sobreviveu.

O texto original em inglês é de autoria de Brian Kramer, da Subsoap.
Interessados na mitologia podem se inscrever no boletim: Subsoap Newsletter.

Mitologia do FaeVerso: O mundo oculto de Aeroia

Oculto

O mundo oculto de Aeroia

Em um mundo distante e oculto, lá existia um povo chamado Serafo, habitantes de Aeroia. O reino secreto dos sonhadores, que existiam sem o conhecimento de tristeza ou conflito, e gozavam de uma vida eterna de prazeres.

Lá era um paraíso, até a chegada da escuridão. Os devoradores de mundos. Em um único instante eles invadiram e corromperam o sonho perfeito, transformando aqueles de corações puros que ecoavam com serenidade… em criaturas distorcidas e medonhas, em agentes do caos.

Com disparidade, sua divindade perdida, e com novas asas, estas tocadas pelo abismo, os escurecidos levantaram voo e viajaram até outros mundos ocultos, em busca da fonte.

Suas mentes foram ocupadas com uma voz singular, uma canção de loucura, uma missão mais crucial do que suas próprias vidas.

A luz se torna uma só. Para preencher o vazio do sol eterno. Um bilhão de céus em chamas. Incontáveis almas para sempre negadas.

Eles invadiram e arrasaram tudo que tocavam, com os devoradores aos seus calcanhares, famintos, prontos para comerem. Buscando pela fonte sem nunca cansarem. Desesperados pelo pedaço final da eternidade.

Foi um pequeno grupo de sonhadores que mantiveram-se escondidos da corrupção, que buscaram reconstruir seu lar, redimir seus irmãos e irmãs perdidos, e fazerem o que fosse possível para proteger a canção contra tudo mais.

Eles formaram a Sociedade, e com ela infiltraram agentes nos mundos ainda puros, que não haviam sido consumidos pela corrupção.

Eles caçaram seus antigos irmãos, levaram-nos à redenção, e para sempre purificaram o coração daqueles que não o eram.

Eles foram atrás dos mestre das artes ocultas, e tentaram convencê-los de selar a fonte para sempre. Que nada seria mais importante, caso contrário todas as coisas deixariam de ser.

Quando tudo estava pronto, eles também se selaram de todo o resto, para manterem seu último e verdadeiro poder preservado.

E assim, tendo feito tudo ao seu alcance, eles focaram-se em reconstruir seu santuário, e assim retornarem ao seu sonho compartilhado.

Ó, o mais exaltado, desperte-se, abra suas asas, e carregue com louvor sua auréola dourada.

O texto original em inglês é de autoria de Brian Kramer, da Subsoap.
Interessados na mitologia podem se inscrever no boletim: Subsoap Newsletter.

Some names

Here are some names related to the FaeVerse. As well the reasoning as to why I translated the way I did. I’m doing this so I don’t forget it later. This list will be updated as I see fit.

  • Aed: A race. Not enough context to translate it properly.
    (first appearance: Construtos de Alme)
  • Aeroia: I considered changing it to ‘Eroia’, or ‘Ehroia’ to enphasize the [ɛ] and give a similar sonority to ‘Air’, but it risked losing the visual tip, ‘Aero’.
    (first appearance: O mundo oculto de Aeroia)
  • Ath: Not translated, the origin of the name is uncertain. The only results on Google said it was the first letter of a fictional alphabet of a manga.
    (first appearance: A origem do FaeVerso)
  • Avalon: Untranslated, since it seems to be a direct reference to the land of Arthur and his knights, which has the same name in Portuguese.
    (first appearance: O Rei Prismático)
  • Blood Sorcery -> magia de sangue: I’m not happy with this one, but it’s hard to see a better solution. Instead of ‘feitiço’, I used ‘magia’, considering the context it was in.
    (first appearance: Magos de sangue de Haem)
  • calamity -> Calamidade: The only difference here is the capitalization of the word. Although it still lacks the context, it seems to be an important event of the world, therefore deserving a capitalized name.
    (first appearance: Magos de sangue de Haem)
  • Empyrean faerie -> Fada imperiana: I decided to maintain the neologism, so it ends up as being a straight forward translation.
    (first appearance: A origem do FaeVerso)
  • FaePets -> animais Fae: rather impossible to use the same style of the English version, since ‘animais’ is too long of a word. I considered using ‘companheiros’, but they also appear in the wilderness, so wouldn’t make sense.
    (first appearance: Descubra os básicos sobre os Animais Rúnicos)
  • FaeVerse -> FaeVerso: The word everything revolves around. Considering the lore behind it, I assumed it was a mix between ‘Fae’ and ‘Universe’, making the translation easy. See also Verse.
    (first appearance: A origem do FaeVerso)
  • Hem -> haem: Hem is a race that deals with blood magic; Hem is very similar to Hemo, a suffix that comes from the Greek haemo, meaning blood. The connection is more obvious, and it is now more similar to the word Fae.
    (first appearance: Magos de sangue de Haem)
  • Hemoscry -> haemovidência: Instead of going simply with ‘hemovidência’, the ‘a’ was added to accompany ‘haem’, the race that uses this kind of magic. Also, scry means ‘to see in the future’.
    (first appearance: Magos de sangue de Haem)
  • House of Red -> Casa Vermelha: The name of one of the Houses of Prism, this one controlled by the Hem.
    (first appearance: Magos de sangue de Haem)
  • Houses of Prism -> Casas de Prisma: straight translation to what seems to be related to the Prism Sword. See also Prism King.
    (first appearance: Magos de sangue de Haem)
  • Lunaeris -> Munnaeris: English speakers love adding latin words to the name of places, since it sounds foreign, exotic, mystic. How about we add some anglosaxon words ourselves? Munnaeris comes from ‘Moon’, aportuguesado to look more foreign, as well as less obvious (I never like it how latin names are too obvious for me).
    (first appearance: Os portões de Munnaeris)
  • Olm -> Alme: I have not found a good origin for this word, so instead I went with the pronunciation. Olm can be spoken as /əʊlm/, slightly similar to ‘alma’, soul. They are also constructs that are built around the essence of passing souls, therefore I translated so to preserve one of the original pronunciations.
    (first appearance: Construtos de Alme)
  • Prism King -> Rei Prismático: Straight translation, not much to comment here.
    (first appearance: O Rei Prismático)
  • Prism Sword -> Espada Prismática: See Prism King.
  • Radiant faeries -> Fadas iluminadas: Here I decided to go with the same translation used in DOTA 2 by the Portuguese team. It sounds better than ‘radiante’, and both words are still related to light, a recurring theme in the FaeVerse.
    (first appearance: A origem do FaeVerso)
  • RunePets -> animais rúnicos: see FaePets;
  • Seraphim -> Serafo: Being an experiment, I decided to change from the original so as not to be as much of a direct reference to ‘Serafins’. ‘Serafo’ comes from ‘Serafus’, the plural of ‘Serafim’ in latin.
    (first appearance: O mundo oculto de Aeroia)
  • Ven: A race. Not enough context to translate it properly.
    (first appearance: Construtos de Alme)
  • verse -> Verso: The translation is simple, but I decided to capitalize the translation give its importance with the creation of the lore’s universe. Since, according to the lore, the universe is created through a song, a humming, the word ‘verse’ could be seen as part of the creation, where each of the primal beings added their own verse to. See also FaeVerse.
    (first appearance: A origem do FaeVerso)

Mitologia do FaeVerso: Magos de sangue de Haem

Magos de sangue de Haem

Os Haems são uma raça nobre e orgulhosa de guerreiros do FaeVerso. Descendentes do corrompido e selvagem Fel, os haems tornaram-se um dos povos dominantes em Gaia após a Calamidade, possivelmente por causa de sua natureza mágica intrinsecamente turva. Suas características mais marcantes são seus olhos, chifres, uma extensa vida natural, e sua habilidade de alimentarem-se da magia de terceiros.

Alimentando-se, os haems são capazes de sustentarem uma magia normalmente dormente, que todo haem possui consigo: magia de sangue. Esta magia, por vezes chamada de haemovidência, possui um poder destrutivo que permite lançar feitiços físicos através de sacrifícios.

Magia de sangue é útil em combate contra oponentes quem não utilizam magias. Um haem bem alimentado pode manifestar, por exemplo, armas e armaduras indestrutíveis por métodos mundanos, além de um corcel de sangue, que podem ser mantidos por tanto tempo quanto sua alimentação permitir. Com este poder, um único mago de sangue pode infligir dano massivo às forças inimigas ao mesmo tempo que se protege por completo. Entretanto, a magia de sangue é fraca contra outros ataques mágicos devido aos seus atributos físicos.

Fora de batalha, haemovidência é extremamente útil em todo tipo de tarefas ou construção. Um artesão habilidoso pode utilizar a magia de sangue para construir estruturas enormes que seriam impossíveis com métodos normais. Por toda sua existência, muitos haems eram orgulhosos construtores.

Antes da Calamidade, as Casas de Prisma desceram em ruína devido à sua estagnação, e, com a abrupta ascensão do último império, tornaram-se parte de seu domínio. O império desprezava os haems, mesmo o mais bem alimentado deles não era capaz de enfrentar um usuário de magia experiente. Ainda assim, devido à suas habilidade únicas, alguns deles eram utilizados como trabalho escravo pelo império, sendo alimentados apenas o suficiente para realizarem suas tarefas.

Após a Calamidade, a maioria daqueles com habilidades mágicas desapareceram de Gaia. Os haems estavam finalmente livres para proclamar a terra como deles, e assim o fizeram, usando o poder mágico daqueles que nascerem com uma natureza mágica de pais mundanos. Por muitas gerações, os haems dominaram as terras de Avalon, e com sua força reconstruiram as Casas de Prisma, recuperando várias das Espadas Prismáticas. Este foi o ápice dos haems.

Com o passar dos tempos, cada vez menos pessoas eram abençoadas com poderes mágicos. Os haems drenavam todo poder que conseguiam encontrar para manterem o poder e assim seu domínio. Isto significou alimentarem-se de escravos das raças mais conhecidas por possuírem magia, até seus números decaírem. Cada vez com menos acesso a magia, várias regiões foram retomadas pelos seus nativos, que rebelaram-se contra a tirania dos haems. Poderes mágicos tornaram-se uma raridade, e assim, com a falta de poder dos próprios haems, as outras raças removeram os lordes haem de seus tronos, retornando assim todas as Casas de volta aos seus povos de origem, com exceção de uma.

Hoje, apenas a Casa nativa dos haems permanece em seu controle. A Casa Vermelha, de onde a Rainha Vermelha governa e busca por usuários de mágica, na esperança de, um dia, tomar novamente o controle de Avalon.

O texto original em inglês é de autoria de Brian Kramer, da Subsoap.
Interessados na mitologia podem se inscrever no boletim: Subsoap Newsletter.

Mitologia do FaeVerso: Fadas do FaeVerso

Fadas do FaeVerso

No FaeVerso, fadas são criações diretas da Fae, assim sendo possuem acesso ao poder da Fae. Toda fada é imortal, mas podem ser aprisionadas, ou banidas por um certo período. O poder de uma fada não possui fim, porém pode ser drenado temporariamente. O seu poder é limitado somente pela sua ascensão.

As fadas possuem um ciclo de reencarnação. Se completarem seu desejo, então podem ascender para uma forma mais elevada. Suas lembranças passadas podem, ou não, tornarem-se obscuras, e algumas fadas talvez nunca se lembrarão de quem foram no passado.

Ao realizarem seu desejo, fadas ascendem para um estado de existência superior. Fadas, como outras criaturas Fae, existem em um domínio sagrado, reservado apenas para estes seres. Quando deixam este domínio, eles podem se tornar animas Fae, fadas, ou até mesmo outras formas mais misteriosas. O que uma criatura da Fae se torna é baseado somente em seu estado inato, e como trataram de seu destino inicial.

A forma mais básica de uma fada é o argueiro. Um argueiro de luz é uma criatura fundamental da Fae, uma que pode mover-se livremente entre os mundos do FaeVerso. Elas ajudarão outras criaturas quando ouvirem um chamado, mas, do contrário, não possuem ambição, e tem como desejo primário apenas explorar e brincar.

Quando uma fada ascende de um argueiro, elas tornam-se etéreas. Etéreas são fadas com um ponto de luz e asas. Sua cor e formato das asas dependem de sua afinidade elemental. Fadas etéreas são ou selvagens, ou de uma casta inferior na hierarquia das fadas.

Além das etéreas, existem as iluminadas. Estas fadas possuem um pequeno corpo, e asas. Elas são por muito chamadas de fadas “maiores”, e encontram-se normalmente em uma posição de poder, responsabilidade, ou autoridade.

Ainda mais alto na hierarquia existem as fadas imperianas. Fadas com um corpo maior, que podem esconder suas asas se assim desejarem, e se mesclarem aos outros povos dos mundos do FaeVerso. Fadas imperianas são extremamente raras, e quase nunca vistas, sendo que escondem sua natureza.

O texto original em inglês é de autoria de Brian Kramer, da Subsoap.
Interessados na mitologia podem se inscrever no boletim: Subsoap Newsletter.

Mitologia do FaeVerso: A origem do FaeVerso

A origem do FaeVerso

Antes mesmo da canção ter sido cantada, existia somente uma neblina cinzenta. Ilimitada, vazia por toda sua extensão. Um mar denso e infinito, uma névoa esfumaçada e sem cor. Nenhuma luz, nenhuma sombra. Por um período incontável, esta quintessência, silenciosa e pesada, persistiu em cada canto e região.

Então, em um único momento, a completude de todos os seres, a vasta névoa miasmática veio de todas as direções e concentrou-se em um singular aspecto. Em um instante, uma luz branca e lancinante foi formada, e à sua volta uma escuridão absoluta instalou-se.

O ponto de luz começou então a emitir um gentil zumbido. Uma melodia que daria início ao Verso de todas as coisas. E, com delicadeza, o ponto de luz dividiu-se, formando assim outra luz, com sua própria cor, adicionando sua própria melodia à canção da existência. O primeiro ponto perguntou pelo nome do segundo: “Eu sou Fae,” ele tremeluziu calorosamente. Então, em honra à sua primeira criação, o primeiro decretou que esta existência deveria ser chamada de FaeVerso. Então, por vez e vez, o aspecto primário dividiu-se até que houvesse um excitante coro de luzes e cores dançando, assim, cada vez mais afastando a escuridão para longe. Mas, após tanto dar, o primeiro aspecto tornou-se cada vez mais fusco, e sua canção virou uma de saudade.

Para alegrar o primeiro aspecto, os outros criaram o que seriam conhecidos como os mundos do FaeVerso, e em cada um deles uma multitude de materiais e seres. Os aspectos começaram uma brincadeira para ver qual teria a melhor criação, e assim conceberam mais e mais mundos, proporcionando uma parte de si mesmos em suas criações.

O primeiro aspecto também desejava brincar, então, enquanto cantava, criou o que achou seria o melhor dos mundos do FaeVerso. Os Ath — o primeiro de todos os povos — receberam do primeiro aspecto parte de sua natureza, e poder.

Ao verem o que o primeiro aspecto tinha criado, os outros decidiram também criar seu próprio povo, e, por muito tempo, havia perfeita harmonia e paz no Verso. Os aspectos cantavam juntos, tecendo o destino, um fio por vez.

Porém os outros não notaram que, com a criação dos Ath, o primeiro aspecto havia virado pura escuridão, e sua saudade tornou-se em ânsia…

O texto original em inglês é de autoria de Brian Kramer, da Subsoap.
Interessados na mitologia podem se inscrever no boletim: Subsoap Newsletter.

Mitologia do FaeVerso: Descubra os básicos sobre os Animais Rúnicos

Animais Rúnicos:
Os companheiros naturais dos alquimistas

No FaeVerso, aqueles que descobrem runas a muito perdidas, ou as criam, podem invocar ovos de animais rúnicos. Quando estes são chocados, alquimistas podem aceitar seus novos companheiros rúnicos.

Animais rúnicos são parentes próximos dos animais Fae. Enquanto os animais rúnicos estão conectados à magia elemental, animais Fae, como as fadas, estão diretamente entrelaçados com o poder mágico concedido pela Fae.

O Verso do Espírito Primal
está escondido dentro do ser

Todo animal rúnico possui um nome verdadeiro, oculto por glifos rúnicos, que revela os segredos de sua espécie dentro do Verso.

Animais rúnicos são invocados por seus guardiões não apenas para ajudá-los, mas também para proteger o Verso contra a escuridão. Ao mesmo tempo que ajudam os alquimistas, é também sua missão serem seus protetores, ajudando-os a realizar seu destino nos mundos do FaeVerso.

Animais rúnicos também existem em sua individualidade, em seus próprios mundos, alguns distantes e escondidos. Enquanto a maioria deles exercem seu trabalho como protetores no Verso, outros foram corrompidos tanto quanto é possível, e tornaram-se uma ameaça a todos.

Os mundos são escuros e cheios de terror

Enviar os animais rúnicos para combater as criaturas sombrias, seres corrompidos pela escuridão, permite que ganhem experiência em batalhas. Eventualmente, com experiência suficiente, todos os animais rúnicos tornam-se capazes de evoluir para uma forma mais poderosa. À medida que fortalecem-se, eles adquirem acesso a novas habilidades, concedendo a seus companheiros mais poder.

Quando soltos na natureza, animais rúnicos caçam e lutam por conta própria. Mesmo se derrotados por uma sombra, eles sobreviverão, dado que descansem por um período em sua runa.

Além de lutarem com sombras na natureza, eles também podem ser enfrentados por outros animais rúnicos, guardiões lendários que irão testar suas habilidades, que concederão uma grande recompensa caso derrotados.

Torneios: por glória e poder

Alquimistas se reúnem em grupos para levarem seus animais rúnicos em arenas, onde combatem entre si para testar sua força e ganharem prêmios por suas vitórias.

Quais outros mistérios estes animais ocultam?

O texto original em inglês é de autoria de Brian Kramer, da Subsoap.
Interessados na mitologia podem se inscrever no boletim: Subsoap Newsletter.